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Estamos ansiosos para saber como o PEIC impactou a sua vida!

 

Ingrid Paixão Marques - aluna 2011

 PEIC se resume em duas palavras: MUNDO NOVO.
O PEIC abriu um leque de conhecimentos e possibilidades que eu desconhecia e mais que isso mudou a minha forma de ver o mundo, me ajudando a ter uma visão ampla da vida e conhecimento como um todo.
Se hoje sou dona de tantas conquistas, todas tem como estrutura o PEIC, que é um projeto maravilhoso que domina a arte de ensinar e aprender. Meu desejo é que muitas pessoas tenham a possibilidade de participar do PEIC, é muito mais que um cursinho é experiência de VIDA! E sou grata a todos os professores que foram colaboradores pra construção do meu aprimoramento intelectual e pessoal, me tornaram uma pessoa melhor.

Felipe César - Professor 2012

O projeto PEIC sem dúvida foi, para mim, a atividade extra-curricular mais proveitosa que realizei durante os três primeiros anos da minha graduação. Minha função desempenhada foi a de professor de química, porém creio que aprendi muito mais do que ensinei. Durante minha estada no projeto, pude desenvolver um olhar mais critico sobre a atual situação educacional brasileira e sobre como a interdisciplinaridade pode ajudar na construção de um sistema de ensino mais eficiente.

De fato, trabalhar com interdisciplinaridade foi um desafio, pois tive experiências de ensino tradicionalistas, até mesmo na universidade e pude experienciar como foi difícil derrubar paradigmas para conseguir desenvolver o conceito da interdisciplinaridade, bem como passá-lo aos alunos.

Hoje, estudando no exterior, vejo que as ideias de interdisciplinaridade são extensamente aplicadas, de forma que o aluno consegue desenvolver um raciocínio crítico e realizar a integração de varias áreas complexas, o que sem dúvida contribui para a formação de um cidadão mais complete and versatile.

Em suma, só tenho a agradecer ao projeto PEIC por ter me proporcionado essas experiências, que sem dúvida contribuíram inestimavelmente para meu crescimento pessoal e intelectual.

Beatriz Bonicenha - Aluna 2013

Sempre questionei o sistema educacional, pela forma como ele vem ensinando. Repetindo informações. Cheguei a debater com um professor, o motivo de eu estudar certos assuntos. A pergunta ” onde eu vou usar isso? ” ficou sem resposta por um bom tempo. Estava a procura de um curso pré-vestibular, e soube que a USP oferecia um ( hoje sei que são mais ). Encontrei o PEIC assim. Me inscrevi em 2012, mas não cheguei a ser aprovada para a segunda fase. No ano seguinte, tentei novamente e consegui. Fiquei super contente. Lembro claramente disso. Chegou o dia da entrevista e eu lá, super nervosa. Minha tia e meu avô, que tinham ido comigo, começaram a conversar com o Yoshi, que lhes explicou como funcionava o PEIC. Ai, tudo ficou claro para mim. Era isso que eu havia procurado minha vida toda. Foi uma experiencia fantástica. Aprendi muito. Confesso, foi um pouco difícil para mim, em um ambiente onde não conhecia ninguem, me soltar. Fui acolhida pelos alunos e pelos professores. Percebi logo de cara a diferença entre o PEIC e uma sala de aula. Não era professores X alunos. Não se tem obrigação com conteúdo, decoreba de formulas, repetição de informações, notas, etc. São alunos e professores construindo uma ideia, um conceito. No fim das contas, parece uma família. Quando abriu um segundo processo seletivo, duas amigas minhas passaram a fazer parte da “família PEIC”, o que para mim, foi perfeito. Revivi com a Laiza, todo o processo que passei, orientando-a. Sem duvida, sentirei muita falta de todos e de tudo. Obrigada por tudo, PEIC! <3

Damaris da Silva Jardim - aluna 2013

Olá a todos! É com muito prazer, carinho, amor e dedicação que venho, por meio de simples palavras, prestar meu depoimento sobre o PEIC- Projeto de Ensino Interdisciplinar Comunitário. Primeiramente, quero compartilhar com todos vocês a minha experiência de vida ao participar desse maravilhoso projeto. Tudo começou no término do ano de 2012, estando eu no meu grupo de Genética de Populações, participando das atividades da Casa da Ciência, no Hemocentro de Ribeirão Preto, em um projeto denominado “Pequeno Cientista”, que integra o Programa “Adote um Cientista”, do qual fiz parte por três anos consecutivos. Lembro-me como se fosse hoje: era uma tarde de quinta-feira, próxima às 17h, quando perguntei para o orientador de meu grupo se ele sabia me informar sobre a existência de algum Curso Pré-Vestibular no Campus da USP de Ribeirão Preto. Ele disse que sim, e dali a alguns dias me enviou um e-mail com o site dos três principais cursos existentes na USP Ribeirão. Ao abrir o e-mail e lê-lo, me interessei muito e chamei minha irmã para nós duas navegarmos juntas pelos sites. Estávamos no início de dezembro, nas férias escolares, e passamos um bom tempo investigando os sites. Porém, quando clicamos no link e entramos no blog do PEIC, o que vimos realmente nos fascinou. De início, a sigla “PEIC” já despertou minha atenção. “PEIC? O que será que significa?”, pensei, e, como sou muito curiosa, logo abri a página que continha um texto, explicando sobre a origem do projeto. Aquilo foi ainda mais instigante e eu disse para minha irmã: “É nesse cursinho que eu quero me inscrever. Foi com ele que eu mais me identifiquei.” E, independente de sermos gêmeas, minha irmã aprovou a ideia. Contamos a história para nossos pais e eles nos apoiaram muito. Assim, ficamos atentas no período de inscrições para o Processo Seletivo e, após alguns dias, lá estávamos nós visitando o blog novamente para realizarmos nossas inscrições. Lemos o Edital 2013 e logo providenciamos todos os documentos necessários. Ficamos tão ansiosas que não víamos a hora de começarmos esse “cursinho”. Chegada a primeira fase, onde havia a entrega dos documentos e a avaliação socioeconômica, pesquisamos o local onde essa etapa seria realizada e fomos com nossos pais, de carro, até o Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP). Desde esse dia, percebemos que as pessoas do local eram muito receptivas. E, então, ao sermos aceitas nessa fase, mal podíamos esperar o dia de a prova e a entrevista chegarem. Quando tal dia chegou (era um domingo), mamãe e papai nos levaram para concluirmos o Processo Seletivo. Eu estava com bastante medo, pois pensava que a prova seria muito difícil e não sabia o que falar na entrevista. Dizia comigo mesma: “Não tenho a mínima chance de passar”. Todavia, tudo foi muito diferente do que eu imaginava. Participei da entrevista como se estivesse conversando com pessoas conhecidas há muito tempo. Foi maravilhoso! Contei que quero ser bióloga formada na USP, falei dos meus sonhos e dos meus objetivos. A prova também foi tranquila; percebi que a equipe do PEIC queria apenas saber em que nível de conhecimento estavam os alunos que teriam. Terminada a prova, fomos para casa. Fiquei a semana inteira ansiosa, para saber o resultado e, quando eu e minha irmã acessamos o blog novamente, a felicidade foi imensa ao vermos nossos nomes na lista de aprovados. As aulas começaram no dia 4 de março e desde esse dia já me encantei com os professores e com a turma de alunos. Em pouco tempo, fui me acostumando com todos. As aulas tornaram-se mais e mais interessantes e fui percebendo que o PEIC não era um Curso Pré-Vestibular, mas sim um esplêndido projeto, criado pelos alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto, e que ainda está em construção, sendo bem-vindas quaisquer sugestões que possam melhorá-lo. No início, me senti um pouco triste, porque o que eu realmente queria era um cursinho preparatório para os vestibulares; porém, descobri que o objetivo do PEIC é ofertar um ensino gratuito e de qualidade, tornando os cidadãos mais críticos, humanos e civilizados. E isso é o mais importante, pois o conhecimento se constrói através das experiências vividas, e não por meio do mesquinho método de “decorar”. Assim, toda a equipe docente e meus amigos de turma me cativaram. As amizades no PEIC foram florescendo a cada dia. Meus horizontes de conhecimento se ampliaram imensamente e sempre havia uma nova surpresa. Tudo que eu aprendi no PEIC foi compartilhado com minha família e amigos. Uma característica marcante desse projeto é sair da rotina de giz e lousa e trazer os conceitos à prática, como em Matemática e em Física, por exemplo. Totalmente inédito! Ao longo desse ano letivo, além do núcleo comum das aulas por semana, tive palestras especiais sobre Economia, História da Literatura, História da Educação, Astronomia, Pragmatismo na História da Filosofia, Educação Especial e Inclusiva (onde, entre muitos conteúdos, aprendi o alfabeto e algumas saudações da linguagem de Libras), etc., sendo todas essas palestras ministradas por especialistas nos assuntos. Simplesmente amei! O ano letivo de 2013 está prestes a se findar. Não vejo a hora de chegar o dia 8 de dezembro, onde será realizada a Feira Científico-Cultural e terá a apresentação de uma peça de teatro sobre a obra “O Auto da Compadecida”. Apesar de o foco do PEIC não ser a preparação para os vestibulares, o que aprendi até agora tem me ajudado imensamente no ENEM e nos Vestibulares que já prestei. Agradeço a todos os professores pela paciência, amor e alegria ao ensinarem. Vocês são heróis, âncoras da educação! Que Deus vos abençoe muito e que a vossa carreira continue sendo próspera e brilhante. Sentirei muitas saudades dos docentes e dos amigos da turma. Todos marcaram a minha vida, contribuíram para o meu aprendizado e, portanto, fazem parte da minha história. Carregarei cada um para sempre em meu coração. Gostaria muito de continuar no PEIC no ano que vem, mas se não for possível, quero que saibam que jamais vos esquecerei, não importa a distância. Recomendo o curso para todos os jovens. É uma pena eu e minha irmã não termos conhecido esse incrível projeto antes. Seria extremamente gratificante se essa oportunidade de ouro fosse estendida até mesmo às crianças. Mas quem sabe daqui a alguns anos?! Afinal, é algo que ainda está em construção. E podem ter certeza de que entrarei com toda garra no engajamento dessa luta. Contem comigo no que precisarem, pois podendo ajudar, vos ajudarei, visto que a vitória do PEIC também é a minha vitória! Muito obrigado por tudo de bom que vocês me proporcionaram. Vou me lembrar de cada momento desse ano letivo com muito carinho. Na verdade, enfrentamos muitas dificuldades, mas unidos superamos todos os obstáculos. Para mim, é uma honra ser aluna do PEIC! Amo muito todos vocês! Um forte abraço.

Mayara Almeida- Professora 2014

O que é o PEIC para mim?

Posso falar em várias esferas da minha vida. Primeiramente, acredito que o Projeto é uma oportunidade de conhecer o que é ser professor e, também, como é difícil ser professor. É uma oportunidade de protestar contra esses milhares de professores ruins que possuímos hoje na universidade, sem didática alguma, que mal se importam com nós, alunos. Tendo contato com o ‘ensinar’, aprendemos como é difícil tal tarefa e como a falta de prática e de estudos talvez expliquem os maus exemplos que temos de professores que simplesmente não se importam.

Além do lado pedagógico do projeto, o PEIC é uma ótima maneira de se aprimorar. Como? Temos a oportunidade de trabalhar em grupo, com pessoas de várias áreas do conhecimento, o que é muito positivo. E penso que você pode ver como isso é importante para sua futura vida profissional!

Temos também a oportunidade de sair da rotina acadêmica, de fazer algo que não seja para nós próprios, mas para o outro. De passar o conhecimento adquirido na graduação, no cursinho e na vida. É na verdade, algo superior a uma passagem unidirecional do conhecimento, mas é uma troca de experiência: aprendo tanto quanto meus alunos. Eles me ensinam um pouquinho a cada dia, pois todos tem algo a compartilhar independente de quem seja, ou de que nível escolar pertence.

O PEIC é tão amplo, que mesmo se você não tiver interesse nenhum na área pedagógica, pode se desenvolver em outras áreas que talvez lhe sejam úteis: administrativa, financeira, gestão de pessoas, marketing… É uma infinidade de ramos que se pode contribuir.

Bom, é isso que tenho a partilhar com você. O PEIC dá a oportunidade de desenvolver todos os envolvidos, e acredito ser um projeto muito válido! Com toda a certeza, é uma das atividades mais relevantes que realizei na minha graduação.

Aline M. Lucchetta – Professora 2014

No início de 2014, eu estava passando por um momento de crise acadêmica, pensando no que poderia fazer depois de me formar. Já havia decidido que não queria seguir uma carreira na universidade, então estava aberta a outras possibilidades. Assim, me lembrei do PEIC, que foi apresentado para minha turma quando estava no primeiro ano. Fui procurar os voluntários do projeto e acabei entrando como estagiária em março.

Tornar-me voluntária do PEIC foi provavelmente minha melhor decisão do ano. A experiência tem sido extraordinária e sempre me proporciona crescimento pessoal: quebrar paradigmas, me permitir entrar em contato com diferentes realidades e participar de um projeto com propósitos que vão além da mera experiência voluntária.

Participar de qualquer projeto voluntário já é ótimo, mas, além disso, o PEIC me possibilita a experiência de preparar aulas, o que me fez perceber que é isso que quero seguir como carreira. A oportunidade de compartilhar o conhecimento e aprender ao mesmo tempo é, para mim, a parte mais importante do projeto.

Agora posso dizer que faço parte dos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Acredito que seja nosso dever compartilhar com a comunidade não-uspiana tudo o que é aprendido aqui, retornando para a sociedade um pouco do que nos é investido.

Matheus Teixeira Rossignoli - Ex-Diretor

*obs: mensagem enviada ao evento VEM PRO PEIC (2014)

Olá, meu nome é Matheus. Infelizmente eu não pude comparecer a esse encontro do PEIC, mas gostaria de contribuir de alguma forma ao encontro de vocês com um pequeno testemunho sobre a minha vivência no PEIC.

É difícil sintetizar tudo que a experiência no PEIC me proporcionou, mas, grosso modo, eu posso dizer que o PEIC foi umas das melhores experiências que eu tive nos tempos de faculdade. O PEIC, para mim, corresponde a um símbolo de luta por uma educação de qualidade, uma proposta educacional de vanguarda, um símbolo de uma juventude indômita capaz de mostrar que jovens com seu trabalho árduo e seus ideais são capazes de realizações incríveis.

Eu fiquei no PEIC durante 5 anos, mais tempo que a graduação, e, durante esse tempo, eu tive acesso a uma outra realidade, tive a oportunidade de enxergar a educação e o meu papel como cidadão sob uma nova perspectiva.

Infelizmente eu nunca conseguiria fazer um relato fidedigno ao prazer e a realização que vocês ainda sentirão nas suas primeiras aulas e nas pequenas vitórias do PEIC. Vocês não fazem ideia do que estão entrando, mas vão por mim, vocês não se arrependerão!

Abraços

Andreza Camacho - Aluna 2013

É com enorme prazer e satisfação que escrevo sobre deste grupo do qual um dia pude fazer parte.

Eu participei do Peic em um momento da minha vida em que a dúvida era a única certeza que eu tinha. Ao terminar um ciclo escolar, desejava ingressar no ensino superior e logo no mercado de trabalho. Mas financeiramente não seria possível.

Assim, me inscrevi no Peic, em busca de um cursinho pré-vestibular que me capacitasse para atingir um desempenho bom nos próximos vestibulares.

Mas logo no inicio do ano letivo, ao reforçarem a ideia de que o projeto não se destinava exclusivamente para o vestibular, aprendi uma nova forma de buscar o aprendizado e o crescimento pessoal. O método de ensino no Peic aguçava a busca pelo conhecimento e particularmente, fez com que eu criasse hábitos de estudos que me levaram a conhecimentos aplicáveis não só no vestibular, mas também, no dia-a-dia da vida. Como foi bom, descobrir o mundo das reações químicas, das formas matemáticas, das figuras de linguagem da nossa língua, da evolução homem, da historia, da geografia e de tantos outros aprendizados. Impossível resumir de modo simples e prático.

O Peic, sem dúvida, contribuiu muito para meu processo de formação. Uma pena que os seus feitos foram tão rápidos, que impossibilitaram a minha permanência. Nesse mesmo ano, no 2º semestre fui contemplada como bolsista no curso e na faculdade que eu almejava.

Só tenho a agradecer pela oportunidade que me fora dada e reforçar que o aprendizado experimentado fora muito rico e satisfatório. Parabenizo a todos pela iniciativa do grupo, e tenham a certeza, vocês contribuíram muito para minha formação, não só como aluna mas também como pessoa.

Espero um dia poder voltar e quem sabe dar minha contribuição. Sou eternamente grata e fã nº1 do PEIC. Um grande abraço a todos!

Mel Iza - Aluna 2013

PEIC: Projeto de Ensino interdisciplinar comunitário. Mas o que é o Peic? Essa foi uma grande questão enfrentada por mim até o começo das aulas. Não tem como definir o Peic em uma só palavra, um só adjetivo, uma frase talvez… mas um período também não expressaria meus sentimentos. O Peic vai além de qualquer expectativa, é surpreendente, desafiador, motivador, e acima de tudo: lhe dá a oportunidade de ser uma pessoa melhor, aplicando o conhecimento aprendido em aula, na vida.

Todas as vivências em escola, seja ela pública ou privada: esqueça-as. Desvencilhe-se de qualquer preconceito, julgamentos e modelos antigos. No peic, você vai além. Não encontra colegas e alguns professores que falam por falar. Encontra amigos, professores que realmente te ensinam, porque gostam disso, porque não são simplesmente professores só por nomenclatura. São verdadeiros mestres do saber e do conhecimento, mas também são alunos e pessoas que aprendem a todo o momento e também cometem erros.

No Peic, Você encontra uma família, verdadeiros amigos que se pode contar a todo o momento. E se tenho uma dúvida? É melhor passá-la à frente, porque sozinho não conseguimos resolver nada. E pra que guardar isto quando se tem ao lado as melhores pessoas para dividi-la? Posso contar com a ajuda de um professor, mas também de um amigo da sala, humm… ou também com a velha e boa companhia de um livro.

Quando eu disse: desvencilhe-se de seus modelos antigos, eu quis dizer que agora, você é independente para procurar seu conhecimento e trilhar seu próprio caminho. E, mesmo nessa complexidade toda, a definição do que é o Peic acaba sendo muito mais simples do que imaginamos: O Peic é o Peic, oras! Só entrando você vai realmente descobrir.

Professores, muito obrigada por tudo! Sabe… Não quero que esse ano acabe. Não quero nem imaginar que daqui a pouco não pegarei o ônibus pra ir para a aula. Saibam que tudo o que foi dito em sala foi absorvido, foi passado adiante; saibam que não foram horas perdidas e que isso dará sim resultado. Obrigada pela iniciativa de plantar uma sementinha e regá-la com o que eu chamo de carinho, boa vontade, alegria e amor. Podem esperar: a sementinha crescerá e um dia se tornará uma árvore gigante, que dará frutos e espalhará mais sementinhas. Esse conhecimento se tornará maior, tomará proporções que vocês podem nunca antes terem imaginado. Obrigada por se tornarem pessoas especiais pra mim e para toda a sala. Adoro muito vocês e valeu pela oportunidade! Guardarei o Peic no meu coração sempre!

Bruna Constanti e Flávia Carolina - Alunas 2013

O que dizer sobre o PEIC? Um lugar para conhecer novas pessoas, um lugar para aprender, para compartilhar experiências e formular ideias!!!!! Não… não é só isso. É isso e muito mais! É uma alavanca para o auto-conhecimento, uma família onde não há preconceito e nem desfeita! Onde dúvidas não são problemas, e perguntas nunca são demais. Onde há pessoas com grandes diversidades, e que cada um com sua habilidade nos tornou uma grande equipe. E nos ensinaram a pensar por nós mesmos. Só temos a agradecer a todos os professores que foram compreensivos, e sempre dedicados a nos ensinar e por passar seus conhecimentos. Por mais que parecemos ser tímidas, absorvemos o melhor de cada área.

Cada professor com sua qualidade nos cativou de um modo especial! Tem os brincalhões (no bom sentido, rs.) que nos ensinaram de um jeito divertido e diferente, fazendo nos despertar maior interesse na área. Tem aqueles com jeito de serio, mas não porque queriam e sim por ser uma forma de nos ensinar, pois nem tudo é diversão (Não é uma crítica, pois gostamos do jeito e método de ensino de cada um). Eles nos mostraram que as coisas complicadas podem ser resolvidas de um modo simples. Não há palavras para agradecer o que fizeram por nós. Assuntos que não conseguimos aprender em 3 anos, aprendemos em 1 ano com vocês!

Obrigada família PEIC por essa oportunidade. Adoramos muito vocês, e esperamos não perder contato! Decorar não é aprender. Pensar sempre antes de responder! Pois conhecimento não se passa por osmose. 🙂

Pedro Godoy - Coordenador Administrativo 2014

O PEIC, para mim, é algo incomensurável. Minha visão de mundo atual tem muita influência deste projeto. Tentarei, nas próximas linhas, explicar o porquê.

Acredito que até o mais alienado dos brasileiros consegue identificar uma série de problemas em nossa sociedade. E comigo não é diferente. À medida que fui amadurecendo, tais problemas se tornaram ainda mais evidentes. Desigualdade social, precariedade do sistema de saúde, crise do sistema político, violência, entre tantos outros.

Existem duas maneiras básicas de encarar tal situação. Uma delas é consentir, ou seja, aceitar como inevitável ou inerente à sociedade, e nada fazer. A outra é agir. Agir no sentido de tentar mudar o atual panorama. Mas como? O que fazer? Os problemas são tantos e tão profundos, o que EU, sozinho, posso fazer para mudar algo? A resposta, é lógico, não é simples. Assim como os problemas são muitos, existem muitas formas de combatê-los. Algumas mais abrangentes, outras menos, mas todas com importâncias equivalentes. Eu, não sei ao certo por que, estou no segundo grupo. O dos que não conseguem assistir a esse “espetáculo” de aberrações sem se mover. Mesmo assim, também me sentia inoperante, impotente, frente ao complexo universo de problemas que eu observava e a falta de ideias ou ferramentas para combatê-los. E foi assim, com essa indignação latente, que entrei para o projeto PEIC.

Minha esperança no poder da educação já existia anteriormente. A via como uma das mais eficientes ferramentas de transformação da sociedade. Mas eu mesmo não sabia como utilizá-la. Não havia, ainda, vivenciado nada na prática. E foi no dia-a-dia deste projeto que minha visão ganhou corpo. Ao ver o real poder da educação, minhas esperanças não só se renovaram como ganharam corpo e se desenvolveram. Tornei-me um multiplicador. Isso, porque o caráter educacional revolucionário do projeto abre espaço para a formação de todos os envolvidos.

Dizer que os alunos aprendem mais que os voluntários do PEIC seria uma afirmação superficial, de quem não conhece o projeto.  Nesses 4 anos, eu não me considero “formado no PEIC”, justamente por nunca me considerar “formado” em nada. Minha “forma” está em constante transformação (uma das coisas, aliás, que acreditamos no PEIC). Mas acredito que o PEIC me deu suporte suficiente para ver o mundo com outros olhos. Os olhos da luta, da esperança.

O poder  da educação é transformador. Eu gostaria que todos no mundo passassem como uma experiência como a minha, no PEIC. Para, assim, deixarem o grupo dos consentidos e passarem a ser multiplicadores. Porém, sabendo da inviabilidade de tal desejo, gostaria, apenas, que cada um encontrasse sua própria maneira de transformar o mundo. Pois, se cada um mudar o seu próprio entorno, teremos um mundo muito melhor. Assim, minha mensagem é: busque algo que faça você sentir a imensa gratificante sensação de estar transformando o mundo, nem que seja o seu mundo.

Amanda Elisa – Aluna 2013

Com o PEIC eu aprendi a aprender. Tudo o que foi passado atraia e instigava a minha curiosidade, a vontade de saber o “por que” de tudo aquilo, só crescia a cada aula. Os conteúdos são divertidos e os professores interagem com os alunos durante a aula, fazendo com que tudo aconteça de uma forma calma e gostosa.

O PEIC é um ótimo lugar para estar. Os professores e organizadores são pessoas maravilhosas, são amigos com quem podemos sempre contar. As aulas são aprendizados, onde eu ia todos os dias, sabendo que sairia de lá sabendo uma coisa nova. Aprendi conteúdos que, no Ensino Médio, pareciam mais um “bicho de sete cabeças”, mas que, quando foi repassado no PEIC, eu vi que era bem mais fácil do que eu imaginava. Foram experimentos, atividades em grupos, apresentações… Enfim, cada passo foi super importante para que eu entendesse que aprender é muito mais do que decorar a matéria da prova.

Eu tive muitas experiências depois de entrar para o projeto. Eu cresci, abri meus olhos e vi que existem coisas a serem aprendidas por aí, algumas simples, outras mais complicadas, mas que tudo pode ser absorvido, e que isso tudo sempre será usado na nossa vida. Aprendi também a ter uma melhor convivência, a compartilhar o conhecimento, a ter disciplina comigo mesma. Além do conteúdo aprendido, no PEIC, eu conheci pessoas de vários lugares diferentes, conquistei amizades que ainda fazem parte de mim, trocamos experiências e ajudamos uns aos outros, sempre que pudemos.

Sinto-me orgulhosa de ter participado do PEIC e espero que ele só venha a crescer, melhorar, desenvolver, para que possa atingir um público cada vez maior! Todos que participam do projeto, seja aluno ou voluntário, sabem como é ser bem acolhido e tenho certeza de que levará essa experiência sempre consigo. Tudo o que vivi foi ótimo, único, e sei que será assim, maravilhoso para cada aluno que fizer parte da FAMÍLIA PEIC. Estar no PEIC é estar entre amigos!

Bruno César Vieira - Diretor 2014

Já faz dois anos que entrei no PEIC. Antes de participar do projeto, eu pretendia seguir na área de ensino. Hoje, passado esse pequeno período de ingresso, eu tenho total certeza da carreira que eu quero para meu futuro: ser professor!

Não vou mentir, foi e ainda é um trabalho árduo, de “suar a camisa” mesmo. É quebrar paradigmas, verdades e métodos que aprendemos durante toda nossa formação educacional, seja ela de ensino básico, médio ou superior. É parar para pensar o porquê de aprendermos, o porquê de ensinarmos e o que podemos fazer de diferente nesse caminho.

O PEIC é um projeto que contribui muito com a formação de nossos alunos, e ainda mais para a formação de nossos voluntários. Participar do PEIC é ter a oportunidade de colocar em prática coisas que você aprendeu na teoria. É melhorar a si próprio tentando melhorar os outros. É se desafiar constantemente. É praticar habilidades e alcançar objetivos que você sequer previa vislumbrar.

Ouso dizer, com total convicção, que não foi a minha graduação quem me tornou professor, ela apenas me dará um certificado que me permitirá exercer a profissão. O que me tornou professor e me deu gosto na prática de ensino foi o PEIC. Foram os momentos que parei para pensar “como posso fazer os alunos se interessarem por esse assunto?”. Foi me importar com “como desenvolver essas habilidades neles” e concluir, entre trancos e barrancos, que eu fiz a diferença para alguém, nem que tenha sido por um breve momento, mas fiz.

Por isso e muito mais, que eu agradeço ao PEIC, aos meus alunos, aos fundadores, antigos, atuais e futuros membros que fizeram e farão diferença na minha vida e na de diversas outras pessoas.

Obrigado!

Pâmela Adorno – Professora 2014

Quando entrei no PEIC, desejava apenas a aquisição de experiência para poder lecionar em escolas da cidade. Comecei na área de Línguas, na qual não tenho formação acadêmica (me formei em Biologia). Nas primeiras aulas, achei que não conseguiria me tornar professora: esquecia o que queria dizer, gaguejava, tinha medo que me fizessem perguntas. Mas isso logo mudou, e estudar, preparar aulas e material didático foi, aos poucos, se tornando uma atividade prazerosa. Mas o melhor de tudo foi o ganho de confiança ao lecionar. Até o dia que, numa aula de literatura, fiz alguns alunos se emocionarem a ponto de chorarem. Foi quando tive certeza de que todo o meu esforço e toda a minha dedicação valiam a pena. Nascia ali uma PROFESSORA, com toda a vontade de fazer a diferença na visão de mundo dos alunos.

Nos dois anos seguintes, fui coordenadora e professora da área de Biológicas e pude elaborar atividades práticas, além de ter uma facilidade maior com o conteúdo. Também neste período, o projeto começou a sofrer algumas modificações, pois os membros desejavam sair do método tradicional de ensino, buscando o ensino interdisciplinar. Esse ideal, no entanto, é muito difícil de ser alcançado, principalmente porque nós não tivemos contato com esse tipo de ensino durante toda a nossa formação. O esforço foi grande, as discussões foram longas… e teria sido impossível se não tivéssemos criado um grupo de voluntários tão unido e disposto a fazer acontecer.

Este ano, voltei para Línguas. Não porque não goste de Biológicas, mas porque o desafio de lecionar algo diferente é extremamente compensador. Voltar para casa, após uma aula que você sabe que fez os alunos refletirem de uma forma nova ou mesmo descobrirem algo a mais do que há nos livros, faz as horas de trabalho valerem a pena.

Entrei no PEIC para ficar por um ano, mas já estou há quatro. Muito mais do que a experiência didática, esse quatro anos me deram experiências de vida e amigos para a vida toda.

Tainá Baviera – Aluna 2014

O PEIC, pra mim, trouxe mais do que apenas bagagens de um ensino escolar. Trouxe ensinamentos para a vida, para desenvolvimento pessoal. A grande abertura que nos deram para discutirmos influenciou um pensamento aberto e crítico.

O modo como os professores conduzem as aulas é completamente diferente do modo “convencional” que conhecemos, e essa diferença é positiva: as aulas são dinâmicas, o pensamento é incentivado, as possibilidades são discutidas e melhor compreendidas.

O PEIC traz uma harmonia muito grande entre teoria e prática, formando um ambiente claro, onde se encontram os conhecimentos no dia a dia.

Alice Iara N. Perruco – Aluna 2014

Um sonho que sempre tive e ainda tenho é estar na USP. Acho que nem fazendo faculdade ou algo do tipo, mas estando aqui (Peic) é o que basta. O Peic me proporciona isso todos os dias. Vir aqui, estar aqui e estudar aqui faz com que eu me sinta bem.

A imagem que a USP traz é muito boa. As pessoas sabem que você se esforçou para estar ali e elas dão valor nisso.

Além de tudo, o que aprendemos aqui levamos para a vida toda. Nós aprendemos, os professores aprendem e os estagiários também. O Peic é como uma troca.

Os professores passam seus conhecimentos de um jeito diferente. No começo, achava meio “chato” quando os professores faziam com que buscássemos nosso próprio conhecimento, mas agora sei que isso me ajuda muito.

Eu não me esquecerei das pessoas que participaram desse momento na minha vida, pois foi único e muito, muito bom.

Marcelo Estevam – Aluno 2014

Posso classificar o PEIC como divisor de água na minha vida.

É muito satisfatório participar de um programa que ajuda a pensar, desenvolver raciocínio e, acima de tudo, me faz enxergar o mundo de uma forma diferente.

No PEIC, aprendi a duvidar e a acreditar que a dúvida pode ser o princípio do conhecimento.

Rafaela Ribeiro Albieri – Aluna 2014

O PEIC me transformou tanto como pessoas como estudante. Ele passa de ser algo convencional, não transmite apenas a informação como nos acostumamos a ver, ele te envolve e faz com que você aprenda, de um jeito mais fácil, coisas que pensaria ser impossivelmente facilitadas.

O método utilizado é bem construtivo, passando o pensamento de filósofos e cientistas famosos para perto de nós e para que consigamos entender tudo o que se pensou e o motivo de terem ocorridos tais ideias e pensamentos.

Procurando mostrar sempre o lado do “por quê?”, o PEIC faz pensar o motivo do qual as coisas existem e mostrar que sempre se deve procurar os dois lados e indagá-los sem ser simplesmente convencido.

Só tenho que agradecer aos professores e diretores desse incrível trabalho, que o fazem por paixão e procuram passar o máximo conhecimento possível, além de se doar verdadeiramente. Tenho que agradecer sempre a oportunidade que eles puderam tornar realidade para que eu me tornasse uma pessoa melhor.

Fabiana M. Cabrini - Professora 2013

Sou formada em Licenciatura em Matemática há 13 anos, sempre trabalhei com Ensino Fundamental II (6º ao 9º) e estava muito desestimulada com a profissão professor. No final de 2012, conheci o PEIC, vi ali uma luz no fim do túnel, vendo alunos interessados em aprender e respeitando o professor que ali estava, ou seja, tudo que eu queria. Nesse mesmo dia, fui convidada a ser voluntária no projeto e, sem pensar, aceitei. Sou muito feliz em participar do projeto, porque, através dele, voltei a ter brilho no olhar para preparar e dar aulas.

Tobias Veiga – Professor 2014

Hoje, já me é incerto por que entrei no PEIC. Talvez tenha sido pelo desejo de dar aulas ou apenas a curiosidade de conhecer coisas novas na faculdade. Mas o importante é o que me manteve no PEIC ao longo do tempo.

No meu primeiro ano, a amizade com meus colegas de área foi o mais importante para mim. Eu me identificava com aquele grupo e era bem acolhido. Nós tivemos bons momentos juntos: dando aulas, passando o tempo na faculdade, preparando aulas em reuniões, etc. Gostava tanto da companhia deles que, só de chegar quarta feira (dia de nossa aula), eu já ficava feliz.

Conforme o ano foi passando, conheci melhor a realidade dos alunos vindos de escola pública, que possuíam bem menos estudo do que eu esperava; conheci outros voluntários e fiquei mais a par dos objetivos do PEIC. Era muito mais do que apenas trabalho voluntário. No final do ano, o projeto já me parecia muito maior e sério do que eu imaginava no início. Tudo isso me deixou animado para continuar lá e me empenhar mais.

No ano seguinte (e atual), a área em que eu estava antes se dissolveu, e meus colegas foram para áreas diferentes. Eu continuei em Línguas, com uma equipe diferente e, dessa vez, com as responsabilidades de ser coordenador de área. O desafio era outro e as motivações também.

Esse tem sido um ano puxado, mas tem rendido muito para mim. As dificuldades de dar uma aula e de prepará-la são várias, de maneira que sempre é possível fazê-lo melhor. Assim, o projeto dá a possibilidade de estarmos sempre melhorando.

Eu adoro o PEIC e acho o projeto excelente. Essa mistura de ensino diferenciado, projeto voluntário e trabalho em grupo é tudo o que eu precisava para aproveitar melhor minha vida acadêmica. Espero que o projeto melhore e cresça cada vez mais.

Noemi Silva Jardim - Aluna 2013

Aproveito esse tempinho extra do feriado para adiantar minhas tarefas e aqui estou para enviar meu depoimento sobre o PEIC. Para mim, o PEIC é tudo o que eu estava procurando. Um local de culto ao aprendizado e ensino interdisciplinar. Com professores de ótima qualidade, comprometidos com o desenvolvimento da educação no mundo. Ajudando voluntariamente quem precisa. Sem cobrar nada. O que tem incentivado a participação de alunos interessados.

Vocês estão me ajudando nos mínimos detalhes. Até mesmo o que não imaginam, estão fazendo por mim. Até mesmo dando dicas, orientações e mesmo a amizade. Que com um lindo sorriso me recebe, o que faz o dia de aula ser melhor. Posso dizer que 70% das coisas que aprendi, ao decorrer do ano, nunca tinha estudado antes na escola e em outros lugares. Sinto-me muito bem acolhida. Onde posso falar, responder o que for, expor minhas opiniões e ser além do que eu imagino. Sinto-me leve, solta e livre para participar. Mas estou sempre procurando melhorar, para absorver mais conhecimento. Pessoas de bom coração e caridosas como vocês, serão difíceis de encontrar.

Fiquei sabendo de vocês, através do biólogo Ádamo Siena, quando frequentava a Casa da Ciência, minha irmã procurou por ele em um grupo de estudo. E disse que eu e ela estávamos interessadas de começar um Curso Pré-Vestibular, nesse ano de 2013. Ele nos ajudou, passando 3 tipos de sites. O Cursinho da FEA, da Medicina e do PEIC. Procuramos ver qual era o melhor entre eles e vocês foram a melhor escolha que achamos.

Enfim, fiz minha inscrição e fiquei aguardando o dia da prova e da entrevista. Muito ansiosa e pensando: “Nossa, como será essa tremenda prova? Não tenho experiência alguma com entrevista. E agora? Meu Deus o que eu faço? E se eu me dar mal? Não tenho condições para pagar um curso. Vai ser uma meta que não vou conseguir alcançar.” Fiquei em paz, tranquila e calma. Entreguei esses dois dias nas mãos de Deus e disse: “Pai, faça tua vontade na minha vida”.

Quando o dia chegou, sábado de manhã, minha mãe levou eu e minha irmã para fazer a entrevista. Todos os alunos esperando lá fora, que medo! Lembro como se fosse hoje, o Rafa e o Pelé que chamavam os nomes das pessoas para entrar e tinha 3 salas, para serem feitas as entrevistas. A primeira que conhecemos, foi a Maitê que nos deu as informações necessárias. Entrando na sala, encontrei a Pâmela Adorno (Tia Fô) e o Bruno Favaretto (Pastel), que começaram a fazer as perguntas. Só de começo já percebi que eram diferentes e especiais. Já gostei deles e do ambiente. Meu ânimo melhorou. Acabando a entrevista, estava muito preocupada por não passar, porque no dia eu estava com a boca dolorida, por causa do aparelho que tinha colocado aquela semana. Acho que até eles perceberam que não estava conseguindo falar direito.

No domingo, dia de fazer a prova. Sentei em uma das primeiras carteiras e fiquei esperando, até poder começar. As questões estavam fáceis. A redação também foi um tema legal. Acabei, fui sentar nos bancos lá fora, esperar minha irmã terminar para meus pais levarem nós embora. Enquanto isso, o Rafa e o Pelé, se aproximaram de nós, eu, minha mãe e o meu pai, e começou a explicar melhor pra eles de como funciona o PEIC. Tivemos uma boa conversa. Tudo ficou mais claro. Foi ótimo, que consegui entender melhor o trabalho de vocês e mesmo sabendo que não eram um Cursinho Pré-Vestibular, resolvi tentar começar para ver se iria realmente gostar.

A partir dai, entrava todos os dias no site para ver o resultado do Processo Seletivo. Até que um dia, entrei e vi meu nome e o da minha irmã. Quase que não acreditei, pois achava que só ela poderia ter passado ou nenhuma de nós. Ficamos muito felizes.

Nunca mais esqueço o primeiro dia de aula, a brincadeira da teia. Foi só risada. Um ambiente formalizado fora do comum. Mas o ano passou tão depressa, não queria que acabasse rápido. Pelo menos esse ano, poderia passar devagar. Já estamos em novembro, sei que logo tenho que me despedir de vocês. Não vai ser fácil pra mim. Pois, no PEIC, fiz vários amigos, adquiri muitos conhecimentos e passei a ser uma pessoa melhor. Infelizmente está se findando…

Porém, no dia 8 de Dezembro, confio em mim e em todos. Será um maravilhoso dia de alegria e finalizações de trabalhos. No entanto, sei que mesmo estando um dia longe de todos, talvez não podendo participar do PEIC, tentarei revê-los. No que precisarem de mim, podem contar comigo. Estarei sempre presente para ajudá-los. E, quanto à divulgação, eu ajudarei muito. Podem me falar, o que vocês precisarem eu tentarei fazer.

Bruno Garcia Simões Favaretto – Professor 2014

Três anos eternos de uma educação com mudanças

Minha relação com o PEIC começou logo cedo na faculdade. Eu, empolgado, comecei sendo um professor auxiliar de Física Mecânica – sim, o projeto era um cursinho pré-vestibular. O primeiro namoro durou pouco e logo abandonei o projeto por não me identificar com sua dinâmica. Um ano depois, ao ver um dos (ex) alunos empregado (havia passado concurso público), resgatei em mim o interesse pelo poder da educação: será que minhas duas aulas de movimento acelerado ajudou, mesmo que minimamente, esse aluno a transformar sua vida? Talvez sim, talvez não.

Meu quarto ano da faculdade fora um tempo crítico, para mim e para o PEIC. Faltava tempo a mim, para que eu cumprisse minhas obrigações como estudante, mas faltavam também professores ao PEIC. Resolvi reingressar no projeto, interessado em adquirir experiência profissional como educador (ou o que eu achava que era um educador). Mas o PEIC já era outro. Em um ambiente diferente, a oportunidade de botar em prática o arcabouço teórico (utópico e sem sentido até então) aprendido nas aulas “pedagógicas” do curso de licenciatura em biologia começou a mudar minha concepção de EDUCAR. A educação no Brasil não é boa desde que me conheço por gente (e continua assim), apesar do país ser berço de um dos pedagogos mais renomados internacionalmente (me refiro a Paulo Freire). Não que no PEIC a educação fosse exemplar, boa, muito menos excepcional – mas ela PODIA SER. Eis então que se iniciou uma (segunda) relação de amor e ódio, entre minhas intenções como cidadão (ansioso por promover mudanças na realidade por meio da mais poderosa ferramenta de transformação, a educação) e o Projeto Educacional Interdisciplinar Comunitário.

Tive a sorte de entrar em um novo grupo (então denominado de Área de Exatas, coordenado pelo Maurício YOSHIda, com a presença de pessoas profissionais, como a Fabiana Cabrini – Pinky – e a Raquel Gruppi – a Pinky 2). Ambiente de discussão e crítica, a boa relação instaurada levou à formação de aulas exóticas, com mais de um professor lecionando e até (de maneira saudável) discutindo. Às vezes os alunos assustavam, mas acredito que tenhamos concebido uma nova relação com o conhecimento: por bem ou por mal, apresentamos diferentes perspectivas sobre um conceito, diferentes maneiras de se relacionar com os conceitos, diferentes apresentações, enfim, uma educação diferente. E isso foi apenas o começo. Alunos, professores e nós mesmos criticando (as nossas) aulas, por serem confusas, por isso ou por aquilo, nos motivou a enfrentar um desafio laboratorial: conseguir tornar compreensível às pessoas uma realidade complexa, incerta, e, ainda, fazer isso de maneira divertida que atingisse ao maior número de pessoas possível.

À medida que as pessoas foram (naturalmente) saindo do projeto, os cargos foram mudando. Passei de professor a coordenador da área de Exatas, depois para coordenador Pedagógico e, atualmente, em meu último posto, sou coordenador da agora chamada Ciências Naturais. Vejo no PEIC um gigante adormecido, um conjunto de potencialidades latentes a serem despertadas, com a possibilidade de se tornar um centro de formação educacional para qualquer pessoa. Toda caminhada se inicia com o primeiro passo, e vejo que a caminhada do PEIC pode passar por caminhos grandes, caminhos que podem se tornar referência de educação em uma realidade hoje confusa, que apresenta uma relação de ensino-aprendizagem muito banalizada e desvalorizada. O PEIC me transformou como pessoa, mudou minhas prioridades, mudou meus sonhos, aumentou minhas amizades. Apenas agradeço e deixo um legado junto a todos meus grandes colegas de trabalho. Com satisfações e angústias, foram três anos brilhantes, com mudanças que vão, sim, deixar lembranças. Obrigado!

Azamor Cavalcante – Aluno 2013

Tive um grande prazer e privilegio de ser aluno do PEIC além de obter os conhecimentos propostos no curso, passei a compreender o processo interdisciplinar, aprendi a fazer questionamentos sobre teses e teorias na busca de conhecimentos e trabalhar com situações hipotéticas para encontrar respostas, fazer projetos e apresentar.
Uma forte característica do PEIC, é que o ensino não se prendi a aulas expositivas, mas sim, aulas participativas onde os alunos verbaliza os seus pensamentos e todos aprende mutualmente.
Sinto saudades de colegas e professores dedicados! 

Jhosley Teixeira – Aluno 2015

Me deparei com uma publicação e senti uma alegria enorme. O PEIC foi um projeto muito significante para mim, e fazia questão de espalhar isso para os sete ventos.
Quando vi a página da USP divulgando o projeto, senti que as portas para esse rolê tão legal pode ser vista por outras pessoas. Fico muito feliz, feliz mesmo. Não sei se já havia acontecido antes, mas a minha felicidade foi espantosa HAHAHA. Agradeço a todos os voluntários do PEIC que me proporcionaram essa experiência, e espero que muitos outros possam experimentar também 🙂 

Karina Yoshikay – Aluna 2015

Quando  descobri o projeto PEIC, havia terminado o ensino médio com 40 anos de idade. Não foi fácil, até porque queria  prosseguir com os estudos, queria mais.

Eu tinha muito medo, dúvidas e “traumas”, não sabia falar e me mantinha em silêncio por vergonha de me expressar e ser ridicularizada.

Os dias passavam, éramos encorajados a prosseguir. Eram tantos pensamentos, uma sede enorme de conhecimento, um mundo mágico se formou e os livros ganharam vida .

Aprendemos o significado de palavras como altruísmo, questões de gênero e para ser mais objetiva; eu não sabia sequer o significado da palavra hétero (diferente, gostar do sexo oposto ). Essa era minha realidade.

Pensando ser fraca me tornei forte porque encontrei no PEIC professores que nos fizeram acreditar nos ensinando e incentivando  a recomeçar. Só quem passa por essa etapa, sabe quão difícil é um recomeço.

Compreendemos que poderíamos e deveríamos nos expressar. Os professores  deixavam clara a importância de nos ouvir. Prestei o vestibular e o Enem agradecendo a Deus e aos professores do PEIC por tanta dedicação  e empenho com os alunos.

Estou aguardando os resultados  para que futuramente possa fazer a faculdade de Direito  que é minha paixão.

Aos novos ingressantes do PEIC, vocês fizeram a melhor escolha de suas vidas  e entenderão as “preciosidades e tesouros” que desde já estão reservadas para todos que realmente se empenhar e dedicar finalizando as atividades propostas pelo Projeto PEIC .

Afinal o mundo é dos fortes!
A recompensa virá e será gratificante .

Sucesso e se esforcem!!

Para a família PEIC, todo meu respeito e gratidão

Obrigada  … muito obrigada.

Taise Fukuda – Professora 2015

Muitas das pessoas com as quais converso (e me incluo aqui também) já se questionaram em algum momento da vida acerca do modelo educacional do quais elas fizeram parte. Decorar nomes, fórmulas, regras e datas simplesmente para passar em uma prova não fazia muito sentido, assim como ter de estudar determinados tópicos em módulos, sem conexão nenhuma entre eles.

Quando conheci alguns bons professores, que ajudavam os alunos a desenvolver uma linha de pensamento, que mostravam a importância de se aprender – e não só decorar! – determinado assunto e quando entrei em contato com ciências que se relacionavam umas com as outras (bioquímica, química orgânica, por exemplo), tive a certeza de que era possível aprender (e ensinar) de maneiras diferentes do modelo educacional convencional.

Entrei em contato com o PEIC em 2014 e quando me apresentaram a proposta, vi que era o que eu procurava. Como conheci o PEIC tarde demais para ser aluna (já estava terminando o quarto ano de faculdade) e percebi que, de alguma forma, eu poderia contribuir com o projeto, me inscrevi para o processo seletivo de novos voluntários.

Hoje, após quase um ano e meio como voluntária, percebo a responsabilidade do professor em sala de aula e o quão nobre e desafiador é o papel desta profissão. Além disso, reconheço a importância de projetos educacionais como o PEIC, os quais são capazes de enriquecer – e muito! – alunos e professores. Me orgulho de fazer parte deste projeto e espero que este continue sempre melhorando e crescendo.